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A FOLHA completa 20 anos

Como hoje é Natal e est´A FOLHA completa 20 anos, procurarei ser o mais light possível. Desde já envio meus ardentes e ainda não descrentes votos de boas saídas deste 2005 politicamente desastroso e melhores entradas em 2006.

Não falarei que o empadão Malocci e sua equipe, para garantirem o servil superávit, seguram os recursos do orçamento por meses até que as previsões de arrecadação se confirmem. Este ano, deslumbrados com os elogios do FMI, exageraram na insensibilidade social. Até novembro só tinham executado 16,7% do total de 21,5 bilhões aprovados. Como explicar ao gentil povinho que o governo tem recursos e não aplica nas necessidades básicas? Como explicar a perversidade tecno-burocrática que se masturba com números abstratos e se deleita sadicamente em debates sobre as responsabilidades federais, estaduais e municipais? Quando não é a saúde, são as estradas. O que se observa é que os que sobraram da gang que subiu ao poder fazem de tudo para agradar ao peão-mor, não importando o grau de suas fanfarronices. O Luis Palhacio Pulha da Siva, como o nome diz, é um “artista”. Consegue embromar até “experientes” jornalistas como na sua implorada participação na Roda Viva da TVE. Aliás, os coleguinhas da Imprensa precisam parar de querer aparecer com perguntas “exclusivas e brilhantes” e praticar o nobre exercício da suíte. Se o sujeito não respondeu a contento a pergunta pertinente de um colega, a obrigação de quem quer informar é insistir na mesma. Mas os políticos sabem jogar muito melhor que a maioria dos jornalistas. E os fazem e, por extensão a nós, de palhaços, e continuam com suas palhaçadas dirigindo o circo… Quero deixar claro que a palavra “palhaço” é aqui usada em seu sentido mais pejorativo. Nada a ver com os bravos artistas que, sem aspas, transbordam sensibilidade e seriedade em seu metier.

Também não falarei que é preciso acabar com a noção espúria que se estabelece ao aproximar-se o verão, de que é necessário arrumar Porto Seguro para os turistas. O que é preciso é cuidar da cidade para os MORADORES, que nela vivem o ano inteiro. A estrutura estando formada, os eventuais reforços setoriais na temporada se comporão organicamente. Diferente de uma maquiagem sazonal que não resiste a um sol mais forte.

Ainda não devo falar que mascarar surtos como o de dengue em Trancoso, com medo de os turistas se retraírem, é um dos mais hediondos crimes que se pode conceber. Funciona assim: recolhe-se material para a análise da “virose”; envia-se para Salvador, que não devolve resultados; se não há resultados, não há comprovação do surto; se não há comprovação, não se noticia e muito menos se trata. Ou seja, além do crime contra a população, que deve vir sempre em primeiro lugar, há potencialmente o crime contra o turista enganado. Agora eu pergunto: como é que os facínoras capazes de tal imundície olham para a cara dos filhos?

PRÁ NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES

*** Keko Valenzuela & Pedro mais uma vez nos brindaram com a Feira de Arte Galápago no Arraial. Não contente em mostrar suas obras e abrir espaço para as mais variadas tendências, a dupla ainda pratica sua alquimia no espaço-obra, surpreendendo os que acham que já o conhecem. O sucesso absoluto traduziu-se no excesso de público da primeira noite. Felizmente havia muitas mais…

*** Chama-se Idamar e comandou com graça e eficiência a degustação de acepipes e vinhos harmonizados pelo chef Vladimir no El Gordo em Trancoso.
De entrada, lagostim comm mousse de alho-porró e espuma de wassabi, escoltado satisfatoriamente por um chardonnay. Mas o maigret que se seguiu ficou em vantagem com o cabernet sauvignon pleno de elegância e vigor que o acompanhou. Tanto, que cometi o pecado de continuar com ele e só beliscar a sobremesa, um merengue, pois que ao espumante proposto, faltava dimensão para suceder ao tinto. Uma bem-vinda experiência que deve se repetir.

*** Ari Sobral, o poeta do Arraial, em plena forma apresentando o samba para o carnaval da Bandeirosa.

*** Exclusividade de Ajuda City: o especialista em auto-elétrica chama-se Zé Bombom, é um doce de pessoa e seus preços também não são salgados. Atende pelo telefone 8823 2519.

*** O capitão Gilson Marinho, mercê de sua competência, acumula cargos de confiança. Além da Superintendência do Trânsito Urbano, é responsável pelo Conselho Municipal de Defesa Civil. O capitão se desdobra. E o resto?

*** Por falar em Conselho, foi criado em Ajuda City o de Segurança Pública. Gilson Pinheiro, foi eleito presidente mesmo ausente e agora se esforça para integrar as ações da Polícia Civil e Militar. As duas sofrem de históricas deficiências de recursos. O delegado Raimundo Nonato de Figueiredo instalou programas modernos de informatização, mas tem que dividir instalações precárias com serviços de assistência social. A sede do pelotão comandado pelo tenente Ceita é igualmente insatisfatória. O reforço dos efetivos para a Operação Verão, ficam assim comprometidos.

*** Louvável a criação da secretaria do Litoral Sul. A mesma equipe que vem trabalhando com afinco no Arraial, deve estender seus esforços a Trancoso – onde a atual “administração”, por excesso de zelo, tornou-se tão transparente que ninguém a percebe – e Caraíva. A lei começa a vigora em janeiro, mas numa demonstração de agilidade, foram tomadas providências imediatas contra o surto de dengue em Trancoso, apesar da resistência da secretaria estadual de saúde, que alegava não haver casos confirmados… Ponto para o dr. Eudes, secretário municipal.

*** Mais apreciável ainda, o projeto de lei que limita a concessão de licenças para somente os táxis do litoral norte. Já são quase 300. Em Ajuda City e Trancoso, mais de 100. A fazer valer esta iniciativa, a Câmara estará emancipando, ipso facto, o litoral sul, pois ao que consta, esta vetusta casa legislativa é municipal.

de Trancoso, JORGE MOURÃO

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