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	<title>Trancoso, Bahia - Brasil</title>
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		<title>De volta à Saquarema</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Nov 2008 15:29:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>k0k1man</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Folha de Trancoso]]></category>

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		<description><![CDATA[Como parte das comemorações dos 20 anos dest’A FOLHA, iniciamos um giro por pontos de nosso litoral com perfil semelhante a Trancoso.
DE VOLTA À SAQUAREMA
No exílio frio de Nova York  eu me consolava rememorando a aragem única de Saquá. Ela não se mostra em Araruama, em Cabo Frio ou em Búzios. É exclusiva da Vila [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como parte das comemorações dos 20 anos dest’A FOLHA, iniciamos um giro por pontos de nosso litoral com perfil semelhante a Trancoso.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>DE VOLTA À SAQUAREMA</strong></span></p>
<p>No exílio frio de Nova York  eu me consolava rememorando a aragem única de Saquá. Ela não se mostra em Araruama, em Cabo Frio ou em Búzios. É exclusiva da <strong>Vila de Na. Sa. De Nazareth</strong>.<br />
Comecei a sentí-la nos anos 70, quando passava memoráveis temporadas na acolhedora casa de meu amigo e sócio, o poeta <strong>Walmir Ayala</strong>. Entre uma e outra empreitada de nosso <strong>Teatro de Câmara</strong>, nos revitalizávamos no casarão do século XVIII. A amplitude arquitetônica (a maior contribuição portuguesa à nossa cultura) permitia que nos acomodássemos, Walmir, com o afilhado Gustavo e seus inúmeros amigos e eu, com a famíla. Minha filha <strong>Kamala Aymara</strong> aprendeu a engatinhar, de um modo todo peculiar, no avarandado do quintal.</p>
<p>A praia era a da Vila, a única padaria era a “da esquina”, Itaúna era um lindo deserto e a aragem era a mesma que perdura até hoje, nossa companheira da volta tarde da praia e das animadas mesas de “buraco” noite adentro.</p>
<p>Desde que Walmir subiu aos céus não retornara à Saquarema.</p>
<p>Eis que mais de 20 anos depois o reencontro em espírito em sua própria casa, ocupada pela artista <strong>Alice Bessa</strong>. A diversidade das imagerias expostas corresponde à dinâmica intrínseca de Walmir, que além de poeta e escritor prolífico (publicou mais de 50 livros), militava como crítico de artes, teatrólogo, jornalista, tradutor e produtor cultural.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>FLORES DE SAQUAREMA</strong></span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>***</strong></span> <strong>A Toca do Pastel</strong>, na Luis Januário, é um exemplo de como se pode servir bem a bons preços. Sua comida caseira tem qualidade e fartura. De quebra, a simpatia de <strong>Genilma</strong>.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>*** </strong></span>Já na <strong>Esquina da Praia</strong>, em Itaúna, especialista em frutos do mar, me regalei com um pargo fresquíssimo, a preço de sardinha. Só falta à simpática <strong>Eliane</strong> aprender que “<em>pinga pingada à garrafa não é retornada</em>”. Não é de bom tom, nem os santos gostam. Se por acaso serviu dose avantajada, melhor para o cliente, que fica mais contente&#8230;</p>
<p><strong>***</strong> Também em Itaúna, a <strong>pizza do Levi</strong>, é precedida de, estas sim, generosas doses de aperitivos com preços nem por isso inflados.</p>
<p>*** Encontrei na <strong>DAP Imóveis</strong> exemplo de competência profissional: <strong>Dejair</strong>, auxiliado por <strong>Anderson</strong>, se esmera em atender aos clientes.</p>
<p>*** Em Saquarema ainda se encontram exemplos de rara confiança, até no comércio. <strong>Dinart Nepomuceno</strong>, em dúvida quanto ao tipo de bomba hidráulica de que necessitava, foi surpreendido pela proposta do lojista: “O senhor leva, se servir, paga, se não, o senhor devolve”. Coisa de cavalheirismo, esta virtude máscula, tão empanada por trejeitos modernosos.  Dinart, estimulado pela aragem propícia, abre filial de sua <strong>ArtyTour</strong>, empresa carioca de apoio à Arte, Cultura e Turismo, no Lake’s Shopping.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>PRÁ NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE ESPINHOS&#8230;</strong></span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>&#8212;</strong></span> <strong>Mar de Itaúna</strong>, na rua São Rafael, é uma coisa que se diz pousada, mas que deveria se chamar <strong>Pocilga de Itaúna</strong>. Caí na besteira de alugar uma “kitchinete” de um ser chamado Nilva. Fui ao local fechar o negócio e esta pessoa me garantiu que a entregaria limpa, estando um pouco desarrumada devido ao fato de ela e sua tia estarem morando lá. Ao retornar, já com a família, constatei que a tal limpeza foi muito superficial, estando o WC e a geladeira em estado impróprio para uso civilizado. Relevei, devido ao cansaço da viagem, após exigir limpeza condigna. Dias depois adoeci, talvez pelos miasmas recorrentes do local. A patroa havia retornado ao Rio com o fihote, por imperativo de trabalho. Fui resgatado por meu cunhado que me levou de volta para casa. Ao retornar para buscar o carro, que, febril, deixara em confiança, na frente da pousada, minha mulher encontrou-o com o pneu arriado. Muito estranho pois os havia trocado na véspera da viagem. Mais estranho ainda, foi constatar que uma garrafa de prosecco Dedicato, pérola de feitura italiana, havia sumido da geladeira. Interrogada, o cínico ser teve o desplante de dizer que “só se alguém entrou pelo basculhante do banheiro”. O tal basculhante é tão estreito quanto a qualidade da dita cuja.<br />
O único que se salva na pocilga é o jardineiro <strong>Martinho</strong>, que se lembra do “tanto que o senhor <strong>Walmir Ayala</strong> fez pela cidade”&#8230;</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>&#8212;</strong></span> Os orelhões de Saquarema seguem a mesma desqualidade da pocilga: ou estão quebrados, ou não funcionam. Alô <strong>Oi</strong>!??</p>
<p><em>do Rio de Janeiro,, Jorge Mourão</em></p>
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		<title>Oscar Niemeyer &#8211; A Planta Fundamental</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Dec 2007 01:38:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>k0k1man</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Folha de Trancoso]]></category>

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		<description><![CDATA[o completar 22 anos de circulação, est´A FOLHA saúda os 100 do mais ilustre brasileiro vivo. Continua em plena ação. Oscar Niemeyer, gênio inconteste em seu ofício, é também um baluarte do humanismo generoso e desprendido. Sua grande ambição sempre foi amar as curvas femininas que o inspiram em suas obras, cultivar amigos, prestar atenção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
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	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.trancoso.com/wp-content/gallery/cache/1__320x240_plantafundamental700.jpg" alt="plantafundamental700.jpg" title="plantafundamental700.jpg" />
</a>
Ao completar 22 anos de circulação, est´A FOLHA saúda os 100 do mais ilustre brasileiro vivo. Continua em plena ação. Oscar Niemeyer, gênio inconteste em seu ofício, é também um baluarte do humanismo generoso e desprendido. Sua grande ambição sempre foi amar as curvas femininas que o inspiram em suas obras, cultivar amigos, prestar atenção nos seres e atendê-los na medida em que consegue multiplicar o tempo, alquimista dos traços e dos minutos centenários.</p>
<p>Exemplo disso é o desenho que fez para o projeto do Centro Cultural a ser implantado nas Instâncias do Icatu by Mourão em Trancoso, logo que a miopia dos investidores for devidamente contemplada com um estalo como o que abriu a cabeça de Antônio Vieira, jesuíta que andou por lá.<br />
Programada para ser semeada no Jardim Botânico dia 11 de dezembro, dia do Arquiteto, a Planta Fundamental, transposição metafórica do traço maior, tropeçou na vetusta burocracia enraizada.  Compreende-se. O Jardim Botânico tem o dobro da idade de Oscar&#8230;</p>
<p>É esta planta, que envio dest´A FOLHA, com a certeza de que um dia crescerá como árvore frutífera, nem que seja daqui a muitos Natais.<br />
Boas saídas e melhores entradas!</p>
<p><em>do Rio de Janeiro, Jorge Mourão</em></p>
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		<title>Aqui, todo dia é dia de mulher</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Dec 2007 01:30:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>k0k1man</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Folha de Trancoso]]></category>

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		<description><![CDATA[Nada como o Dia Internacional da Mulher para dar à luz o início das comemorações dos 21 anos dest´A FOLHA. Aqui, todo dia é dia de mulher. E a cada dia explode a necessidade da feminilização da humanidade, com o que a mulher tem de inigualável: delicadeza, flexibilidade, maternidade. Acontece que na luta pelas conquista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;"><strong>N</strong></span>ada como o Dia Internacional da Mulher para dar à luz o início das comemorações dos 21 anos dest´A FOLHA. Aqui, todo dia é dia de mulher. E a cada dia explode a necessidade da feminilização da humanidade, com o que a mulher tem de inigualável: delicadeza, flexibilidade, maternidade. Acontece que na luta pelas conquista de igualdade com os homens, a maioria se despiu de sua graça única e se encouraçou com o abc das des-qualidades masculinas: agressividade, bruteza e competitividade. Magnas aberturas de pernas e maléficas cabeças fechadas à compreensão maior. O coração blindado contra manifestações de delicadeza, confundida com fraqueza. Muitos homens se assustam com a violência desta nova faceta do já magnífico poder das mulheres. A necessidade do feminino global provoca reação ao feminóide másculo. A esta triste realidade reage em massa a alegria nominal do gay.</p>
<p>Libertos de qualquer responsabilidade com a postura tradicional masculina, seus trejeitos e espaçosidades invadem a atmosfera, compensando caricaturalmente a falta do feminino, e descompensando ainda mais as fêmeas que agora reclamam da falta de homens com H.<br />
Resta ainda uma porção de machos convictos, que acham que a mulher tem plenos direitos e deveres, assim como os homens. As necessidades e as possibilidades é que são diferentes. . . E que elas continuam a ser o mais importante no mundo, desde que se importem com o porte e a postura.<br />
Viva a mulher de corpo e alma, sem medo de ser feminina e plural!</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>*** FLORES *** FLORES *** FLORES ***</strong></span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>* * *</strong></span> Isabel Aymara, a mais nova flor da estirpe estréia vida aos 7 de fevereiro, em Miami, um pouco mais ao sul de Nova York, onde seu pai, Koki Aymara, fundou o clã aos 29 de dezembro de 1972. Desde então, dezenas de Aymaras foram gerados, tendo como parentesco a amizade dos pais.<br />
<strong><span style="color: #008000;">* * *</span> </strong>Duas flores do pensamento nos deixam: Gerardo de Mello Mourão, poeta, romancista, jornalista, autor entre outras tantas obras de “No país dos Mourões” do qual tenho a honra de ser nacional. Gerardo foi velado tendo entre as mãos  “O Valete”, romance que como me conta seu filho Gonçalo, ele proclamava como escrito para “comparecer diante de Deus”. Foi feita sua vontade. Tunga, outro de seus filhos, foi surpreendido pela notícia em plena abertura de sua exposição em Houston.<br />
<span style="color: #008000;"><strong>* * *</strong></span> E Jean Baudrillard, o brilhante pessimista, que não acreditava na utilidade do ser humano no mundo moderno.  Para ele, na ausência da solidariedade entre as nações é preciso criar um Mal Absoluto, que gera uma autodefesa delirante, conseqüência de “uma perda de imunidade do imaginário”.<br />
<span style="color: #008000;"><strong>* * *</strong></span> O L.O.F.T da Lapa, galeria de artes e laboratório de criação, pioneiro em 1975 da revitalização do bairro, foi incendiado em 1985, quando eu o tinha passado para o saudoso gentleman Albino Pinheiro. A última manifestação no local foi a campanha do Sérgio Cabral Senior, para vereador. Confio que agora, com o Júnior na governança, possamos retomar sua nobre função, pois, arruinado e abandonado, está entregue aos descuidados da população de rua.<br />
<strong><span style="color: #008000;">* * *</span> </strong>Dr. André Jansen, em sua temporada anual em Porto Seguro, descansou das lides da hematologia em sua clínica e laboratio no Rio, pescando avantajados merlins .<br />
<span style="color: #008000;"><strong>* * *</strong></span> Continua repercutindo o lançamento do livro de Ari Sobral com crônicas sobre o Arraial d´Ajuda, do qual tenho o prazer de participar. A procura no Rio é expressiva.<br />
<span style="color: #008000;"><strong>* * *</strong> </span>A Tribuna da Costa, a caçula e o Jornal do Sol, veterano, duas das melhores opções de imprensa de Porto Seguro.<br />
<span style="color: #008000;"><strong>* * *</strong></span> A revista Trip investe na região. Promoveu durante o Carnaval extensa distribuição de exemplares de cortesia.<br />
<strong><span style="color: #008000;">* * *</span> </strong>A Mostra de Filme Livre, em sua sexta edição, promoveu debate  sobre “O que é Vanguarda” no Centro Cultural Banco do Brasil, após exibição de “ Costumes da Casa”, de Jorge Mourão, com o autor e Clóvis Molinari, crisdor do Recine,<br />
<span style="color: #008000;"><strong>* * * </strong></span>Enquanto isso, de Belo Horizonte, Jose Sette, envia sem parar seu Folhetim Elétrico, com roteiros e memorabilia  cinematográfica, para os quatro cantos do planeta.<br />
<span style="color: #008000;"><strong>* * *</strong></span> Já em Juiz de Fora, Eduardo Borges, assessorado por Paulo Lins, atende pessoalmente aos clientes de  seus hotéis César Park e César Palace, transformando o que seria um “pacote”  de Carnaval em uma embalagem de presente.</p>
<p><em>de Serra Azul, Jorge Mourão</em></p>
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		<title>O pênalti não marcado certamente mudaria o resultado</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Jul 2006 15:28:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>k0k1man</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Folha de Trancoso]]></category>

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		<description><![CDATA[NESTA QUARTA-FEIRA, PORTUGAL, QUE NUNCA LOGRARA chegar às quartas, sucumbe, com raça, ante o despautério do semi-juíz. O pênalti não marcado certamente mudaria o resultado. O sonho acabava mas a realidade da garra lusa, não.
No sábado, foi a vez do pesadelo brasilóide sucumbir. Finalmente acabou a ridícula palhaçada comandada pelo “não preparado para isso” Parreira, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;"><strong>NESTA QUARTA-FEIRA, PORTUGAL, QUE NUNCA LOGRARA</strong></span> chegar às quartas, sucumbe, com raça, ante o despautério do semi-juíz. O pênalti não marcado certamente mudaria o resultado. O sonho acabava mas a realidade da garra lusa, não.</p>
<p>No sábado, foi a vez do <span style="color: #008000;"><strong>pesadelo brasilóide sucumbir</strong></span>. Finalmente acabou a ridícula palhaçada comandada pelo “não preparado para isso” Parreira, encenada pelo ultrapassado Cafu, pela empáfia do Roberto Carlos, pelo elefantismo do Ronaldão, e pela dentição do Ronaldinho. Salvou-se a defesa que atacou com tutano. Salvaram-se Robinho e Cicinho quando lhes foi dada chance e Kaka, quando fez o gol. Finalmente os prepósteros endinheirados saíram de cena deixando à vista, além de sua incompetência, o espaço para reflexão do jogo político, sempre perdido por falta de fibra cidadã. Merece perder sempre um povo que só se indigna com o resultado de onze em campo gramado e deixa correr à solta os milhares de políticos craques em comer bola no planalto, planíces e caatingas.  Merecem chorar os derrotados que, desistentes da honra, se acomodam ao cinismo do “levar vantagem”, não por acaso mote propalado por um outro futeboleiro, da geração do tal do Pelé, o que pensa com o pé. E ainda temos de testemunhar os brochantes anúncios televisivos plenos de disfunção erétil e ética que nos bombardeiam com a cara mentalóide do dentuça e a ganância da seleção de cretinos que acham pouco a grana que ganham para rebolar em campo e abocanham qualquer tasco putrefacto da prostituta indução ao consumo.</p>
<p><strong><span style="color: #008000;">À MERDA TODOS ELES!</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>PRÁ NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES</strong></span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>*** </strong></span><strong>Ari Sobral</strong>, o poeta do Arraial e Claudinho Manguti, ultimando preparativos para a publicação do livro Crônicas d´Ajuda.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>***</strong></span> <strong>O C.O.N.A.C – Centro Oscar Niemeyer de Arte &amp; Cultura</strong> – o diamante das matas das <strong>Instâncias do Icatu</strong>, em Trancoso, com desenho do próprio, acaba de ganhar parceiro de peso. <strong>Carlos Figueiredo</strong>, autor de <strong>Estranha Desordem e Goliardos – Transportes Báquicos e Outros Transportes</strong>, anuncia doação de sua poderosa biblioteca de mais de quatro mil volumes. Inestimável capital intelectual de referências, raro no reino vigente da retórica da hipocrisia e da esperteza solerte.</p>
<p><strong><span style="color: #008000;">***</span></strong> <strong>Tavinho Paes</strong> lança o número dois do Poema Show, um livro autoral impresso como se fosse jornal, veículo de dimensão outra do tempo, onde o passado é atualizado para chegar ao presente com um mínimo de atraso enquanto o futuro é dialeticamente pré-registrado como se fosse uma profecia. Os <span style="color: #008000;"><strong>ARCHIVOS IMPOSSIBLES</strong></span> estão presentes e futuros.</p>
<p><em>do Rio de Janeiro, JORGE MOURÃO</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>São Jorge do Icatu</title>
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		<pubDate>Mon, 01 May 2006 13:49:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>k0k1man</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Folha de Trancoso]]></category>

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		<description><![CDATA[SÃO JORGE DO ICATU foi mais uma vez homenageado em Trancoso.
Quarenta e quatro cavaleiros e amazonas escolhidos a dedo, cavalgaram em procissão precedidos por carro de som que alardeava a história e a oração do santo guerreiro na voz de Pedro Bial. O percurso começa no Oratório do Icatu, segue até o Gramado onde os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
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	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.trancoso.com/wp-content/gallery/cache/2__320x650_sao_jorge.jpg" alt="sao_jorge.jpg" title="sao_jorge.jpg" />
</a>
 <span style="color: #008000;"><strong>SÃO JORGE DO ICATU</strong></span> foi mais uma vez homenageado em Trancoso.</p>
<p>Quarenta e quatro cavaleiros e amazonas escolhidos a dedo, cavalgaram em procissão precedidos por carro de som que alardeava a história e a oração do santo guerreiro na voz de Pedro Bial. O percurso começa no Oratório do Icatu, segue até o Gramado onde os cavaleiros saúdam a Igreja de São João dos Índios e se completa com a volta ao ponto de partida, onde o tradicional cordeiro na brasa é servido. Devotos de toda região vêm rezar e fazer promessas.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">VÁRIOS MORADORES</span></strong> não puderam comparecer por causa do surto do que para o povo é dengue e para outros, virose, que é um diagnóstico genérico quando os sintomas se confundem. Assim ficamos todos confusos: os diagnósticos, os sintomas, os doentes que, com febre, pioram com qualquer confusão e até os mosquitos, que, confusos, não sabem se são municipais, estaduais ou federais.</p>
<p>A <strong><span style="color: #008000;">COELBA</span></strong>, que aparece como campeã de reclamações, atrás até da Embasa, tem tido uma especial desconsideração para Trancoso. Dia desses, a energia elétrica sumiu no início da madrugada e às nove horas a distinta funcionária da estatal ainda informava que “uma equipe já(?!?) ia sair dali a pouco para ir ver o problema de Trancoso”.  Há diversas queixas de contas desproporcionais ao consumo. Ou seja, serviço superfaturado e subprestado.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">REPERCUTEM EM TRANCOSO</span></strong> as declarações do Tenente Ceitan em palestras com a comunidade. Revelando conhecimento da composição social local, fez questão de se manifestar no centro e na periferia, no Pararaio e no Mercado Municipal. O tenente enfatizou que todos serão tratados de igual maneira, não importando de quem fosse filho, o que será um progresso imenso; que não irá tolerar uso de drogas, o que pode coibir o abuso em público; promoverá blitzen em lugares suspeitos, sem prejuízo das rondas, naturalmente; revistará cidadãos, tarefa para a qual é necessário grande discernimento. A polícia tem o direito de abordar indivíduos suspeitos, em atitude suspeita ou local idem. Evidentemente não pode exceder os limites da conveniência.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>COMO DE HÁBITO</strong></span>, foi apontada a falta de recursos notadamente na questão do alojamento. Est´A FOLHA lança aqui campanha para aquisição de área para construção de instalações residenciais para os efetivos policiais. É bem mais fácil do que socorrer a Varig. Não precisamos dos petrodólares da Venezuela que estão sendo negociados por Ray Nava, suposto filho de Hugo Chavez, o botocudo cupincha de Lula.</p>
<p><strong><span style="color: #008000;">POR FALAR EM POLÍTICOS</span></strong>. A nomeação de Noca da Portela para a secretaria de Cultura do Estado do Rio,de Janeiro, faz o samba chegar ao Palácio da Guanabara e as esperanças de novos enredos, ritmos e cadências no trato do patrimônio cultural popular. A Lapa e seu L.O.F.T assim esperam. Pena que Noca  só tenha oito meses para dar à luz mudanças significativas nesta questão tantas vezes abortada.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>P´RA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES</strong></span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>*******</strong></span> Os ingleses estão chegando em Trancoso. Patrícia Furness, que durante décadas teve a primazia, aprecia a chegada de seus compatriotas. Andrew Wells, recém-chegado, cumpriu a tradição. Chegou, viu, gostou e comprou. Um belo pedaço de praia ao sul dos Coqueiros. Uma firme inglesa de Real State considera chegar a uma cifra de sete dígitos para ter sempre Mar à Vista, a deliciosa pousada de Patrícia, um oásis nada deserto, pleno de jardins e vistas ultramarinas. Por enquanto, ela prefere curtir o fruto de anos de trabalho duro, realizado com recursos próprios.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>******* </strong></span> Enquanto empresários ainda não se capacitam, a juventude capta de primeira. Sol´T Lam, antes mesmo de terminar o curso de engenharia civil em Salvador, já se engajou no projeto do C.O.N.A.C – Centro Oscar Niemeyer de Arte &amp; Cultura, a ser implantado no Icatu.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>*******</strong></span> Gastronomia de outono: o decano Capim Santo, que merece nota à parte, as massas de Andréa do Pararaio e o novato Carambola, fazem-nos melhores para apreciar as graças da saison.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>*******</strong></span> Tavinho Paes, lança no Rio, o tablóide Poema Show, com a participação especial dos Archivos Impossibles by Mourão.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>*******</strong></span> Por falar em Archivos Impossibles, a co-produção com Neville d´Almeida da filmagem do bloco Voltar Pra Que, que sai às quintas-feiras de Cinzas, do Beco da Cirrose na Cinelândia, foi exibida no dia 24 de abril, sexto aniversário do bloco, com farta degustação de caldos e pingas.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>*******</strong></span> Carlos Figueiredo, nossa erudição de plantão, prepara o lançamento de “Memórias de Um Hóspede”, livro póstumo de Guaraci Rodrigues, o famigerado Guará. A apresentação contará com textos testemunhais das inúmeras pessoas que conviveram com a fera.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>*******</strong></span> Remember Fellini: “Você existe apenas naquilo que faz”. Até mais.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>MV Bill Matou a Pau</strong></span><br />
<em>Manoel Ribeiro</em></p>
<p>Recentemente dois assuntos especialmente esclarecedores e chocantes foram abordados na mídia, com grande destaque. O filme Falcão &#8211; Meninos do Tráfico, do rapper e militante social MV Bill, em parceria com Celso Atahide, finalmente exibido no Fantástico, e a reportagem d´O Globo sobre prostituição de menores em várias cidades brasileiras.</p>
<p>Em ambos os casos, há farto material para reflexão sobre a marginalidade na nossa sociedade. Na reportagem d´O Globo de domingo 20/03/06, um<br />
quadro estarrecedor é revelado, a partir da prostituição infantil. Chama especial atenção o caso de pequenas prostitutas de Paranaguá, uma cidade portuária suscetível a ser porta de entrada de doenças sexualmente transmissíveis. Ali, concentram-se marinheiros e caminhoneiros, uma considerável demanda para esse tipo de atividade.</p>
<p>Ainda assim, as profissionais reclamam que o &#8220;movimento está fraco&#8221;, e que os preços caíram muito. Dos R$ 30,00, para uns míseros R$15,00. Segundo uma depoente, &#8220;no fim de noite, o que vier é lucro&#8221;.</p>
<p>É espantoso como a oferta suplanta a demanda. O mercado do sexo revela uma situação social inaceitável. A reportagem diz que, em alguns locais, a acirrada concorrência fez baixar drasticamente o preço dos serviços sexuais, chegando ao patamar de R$ 1,99, como nas lojas de quinquilharia dos primeiros tempos do Real. Nessas localidades, foi constatado que crianças, fazem sexo oral pela irrisória quantia de cinqüenta centavos!</p>
<p>Algumas dessas meninas estão nessa, porque são viciadas em crack. Outras é só questão de desamparo mesmo. A pobreza e a falta de oportunidades empurrou a todas para a marginalidade.</p>
<p>Uma pesquisa sobre o perfil das pequenas prostitutas não traz novidades: todas pobres, negras e faveladas. O segundo tema, trata do mesmo assunto, em relação aos meninos. No extraordinário documento/libelo &#8220;Falcão&#8221;, são desvendadas as condições que permitem que toda uma geração de jovens prefira o risco (ou a certeza) de uma morte prematura a enfrentar os obstáculos e injustiças do dia a dia.</p>
<p>Para os garotos favelados, o mundo do crime é a garantia de uma carreira curta, mas com muito prestígio junto às mulheres e, se tiver sorte e subir na hierarquia da &#8220;boca&#8221;, uns 5 anos de vida melhor (!?). Depois é a cadeia, a cadeira de rodas ou o cemitério. A meninada que faz a defesa armada do território do tráfico, ensinada pelas perdas sistemáticas de companheiros em combate, sabe muito bem que vão morrer cedo. O dramático é que, ainda assim, eles tomam aquele caminho.</p>
<p>Já faz algum tempo que eu venho implicando com algumas pesquisas acadêmicas que negam uma vinculação mais direta entre pobreza e marginalidade. O que eu tenho observado nas favelas cariocas, nos últimos 12 anos, é que os locais de moradia dos mais pobres, por suas condições específicas, são ambientes onde a marginalidade se constitui numa atraente estratégia de sobrevivência para os jovens.</p>
<p>Não vou contar o filme nem comentá-lo. É um filme para ser visto e ilustra esse entendimento muito melhor do que eu possa expressar em palavras. Mas, se eu tivesse que destacar uma frase síntese de todo o filme, uma frase que refletisse a falta de perspectivas dos garotos pobres, favelados e, na sua maioria, negros, eu destacaria a frase de um deles, cuja trajetória o filme acompanha: &#8220;Se eu morrer eu vou descansar. É muito esculacho nessa vida&#8221;.</p>
<p>Manoel Ribeiro é urbanista.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong><span style="text-decoration: underline;">Eu comento</span>:</strong></span> No livro homônimo  MV Bill conta que viu três pessoas em cativeiro durante as filmagens e não denunciou à polícia. Piorou quando ele rappeou que os seqüestrados “não eram pessoas de posse e sim do povo”&#8230; e “ que a história teve um desfecho feliz”. Vânia Cunha, noticiou n´O DIA que Wellington  Camargo, irmão da dupla sertaneja Zezé de Camargo e Luciano, elaborou carta aberta ao tal Bill, alertando que “não há final feliz para a vítima”. Ele sabe do que está falando. Em 1998, ele ficou três meses em cativeiro e teve uma orelha cortada. (JM)</p>
<p><em>de Trancoso, JORGE O. MOURÃO</em></p>
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		<title>Palloçadas do governo</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Mar 2006 14:28:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>k0k1man</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em meio à decrepitude amoral, às palloçadas do governo, ao descaramento da de-puta-da que rebolou o animalesco glúteo em comemoração a mais uma absolvição corporativa, à pobre senhora que amarga prisão por ter roubado um pote de manteiga, e &#8211; cúmulo! &#8211; ao vendedor de coador de café, que, após quase vinte anos de atividade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;">Em meio à decrepitude amoral, às palloçadas do governo, ao descaramento da de-puta-da que rebolou o animalesco glúteo em comemoração a mais uma absolvição corporativa, à pobre senhora que amarga prisão por ter roubado um pote de manteiga, e &#8211; cúmulo! &#8211; ao vendedor de coador de café, que, após quase vinte anos de atividade em uma esquina metropolitana, cego, foi preso por uma infeliz policial que o acusou de atentado ao pudor, prefiro brindar-lhes com o biscoito fino da reflexão erudita. Jovem somos enquanto não desistirmos.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>Ubi sunt qui ante nos in mundo fuere?</strong></span><br />
Carlos Figueiredo</p>
<p><strong>Onde estão os que antes de nós viviam neste mundo?</strong> A frase salta no artigo Resposta à Pergunta, de <strong>Otto Maria Carpeaux</strong>, autor da História da Literatura Ocidental e intelectual de erudição assustadora. Parafraseando <strong>Hamlet</strong>, <em>that´s the question</em>. E qual a resposta?</p>
<p>Aqueles que pensam encontrá-la na História, imaginando-a como uma espécie de escadaria rumo a um mundo melhor, talvez devessem ouvir <strong>Kant</strong>. Segundo o filósofo alemão, não conhecemos os desígnios que presidem o seu caprichoso transcorrer. Ou <strong>Valéry</strong>: não se aprende nada com a História.</p>
<p>É claro que a ciência nos assombra com suas células tronco e células espelho. Com o teletransporte de assinaturas atômicas. Nanopartículas e a possibilidade da energia limpa da fusão nuclear. Mas isso talvez seja apenas, como diz <strong>John Gray</strong>, em <strong>Straw Dogs</strong>, produto da peculiaridade da nossa espécie. Estamos não mais do que fabricando o que nos é facultado pela nossa natureza, assim como qualquer outra. Com relação ao nosso destino, parecemos estar fadados ao oblívio e quanto a isso temos tanto arbítrio como uma rês indo para o matadouro.</p>
<p><strong>Lovelock</strong> é voz que clama no deserto. E, no entanto, a tese desse cientista, apresentada há décadas, a <strong>Hipótese Gaya</strong> (de Geos, Terra, em grego), a qual defende a idéia de que o Planeta é uma espécie de ser vivo sendo atacado por um vírus – a espécie humana – e que, naturalmente, reage procurando exterminar essa virose, vem sendo cotidianamente referendada &#8212; em um verdadeiro escândalo histórico (mais um) que confirma nossa natureza inerme &#8212; pelas manchetes dos jornais. A manchete de hoje (11/2/2006 – Estadão p. A30): <strong>Aquecimento global é o maior dos últimos 100 anos.</strong></p>
<p>No fundo, em que a espécie humana teria, de fato, estabelecido fundamentos que permitam a alguém, em sã consciência, afirmar que trilhamos o caminho do aperfeiçoamento e que uma sociedade fraterna está à mão?</p>
<p>Em pleno Século XXI, a questão subjacente ao velho poema goliardo, <strong>“Ubi sunt qui ante nos in mundo fuere”</strong>, assusta como assustava e fazia o camponês siberiano tremer na sua longa noite escura, com medo do mundo dos mortos e entregar-se à busca desvairada de exorcismos xamânicos para apaziguar o seu terror. Hoje como antes, nos tem presa, e hoje como antes, buscamos, desvairados, respostas meramente reasseguradoras, expressas a cada dia &#8212; com maior potência destruidora &#8212; no fanatismo dos fundamentalistas do ocidente e do oriente.</p>
<p><strong>Carpeaux</strong> termina seu artigo, afirmando que a resposta foi dada, definitivamente, pelo buril de <strong>Goya</strong>: na gravura, na qual um esqueleto escreve sobre seu próprio túmulo a palavra Nada.</p>
<p>Perturbados pelo temor da morte – <strong>Timor Mortis conturbat me, o temor da morte me pertuba</strong>, no poema de <strong>William Dunbar</strong> &#8212; reagimos, como animais que somos, com medo e fúria. Quem sabe, como diziam os gregos, a verdade nos salvasse?</p>
<p>Enquanto isso, sigamos o que preconiza a primeira estrofe do verso da pergunta: <strong>Gaudeamus igitur, juvenes dum sumus, sejamos alegres enquanto somos jovens.</strong><br />
É a condição possível.<br />
<strong>Sejamos alegres enquanto somos jovens</strong></p>
<p><strong> Onde estão os que antes de nos viviam neste mundo?</strong></p>
<p><em>do Rio de Janeiro, Jorge Mourão</em></p>
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		<title>Homenagem a Guaraci Rodrigues</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2006 15:10:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>k0k1man</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu o conheci nos idos dos 70 em Londres onde estávamos, Julio Bressane, Neville d´Almeida, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Mautner, Anton Peticov, ele e alguns mais exilados da gloriosa porrada brasileira. Atuamos em Night Cats de Neville e Crazy Love de Julinho, filmados ao mesmo tempo, com os mesmos atores e o mesmo câmera [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu o conheci nos idos dos 70 em Londres onde estávamos, Julio Bressane, Neville d´Almeida, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Mautner, Anton Peticov, ele e alguns mais exilados da gloriosa porrada brasileira. Atuamos em <em>Night Cats</em> de Neville e <em>Crazy Love</em> de Julinho, filmados ao mesmo tempo, com os mesmos atores e o mesmo câmera – o único inglês da equipe – que não entendia xongas do que estava acontecendo, pois cada vez que mudava a bobina, mudava também o diretor e o filme.</p>
<p>Depois nos esbarramos nas várias esquinas do mundo. A última vez em que atuamos juntos foi no Rio, vinte anos atrás, em Anemic de Fernando Silva, onde contracenávamos em torno da magnífica bunda de Aldine Muller, uma faceta feminina que ele me confidenciou gostar. Recentemente nos reaproximamos em Trancoso, que desde Cabral promove novas descobertas. Passo a palavra a Geraldo Veloso, que o conhecia muito mais.</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8212;&#8211; Original Message &#8212;&#8211;<br />
From: Geraldo Veloso<br />
To: Rosario<br />
Sent: Tuesday, February 21, 2006 1:58 PM<br />
Subject: Guará</p>
<p style="padding-left: 30px;">Querida Rosário<br />
O José Sette já te avisou. Fico sensibilizado pela tua presença ativa na hora da partida desta figura seminal que foi o Guará. Parte um irmão. E dói.<br />
Dói como a antecipação egoísta da nossa própria partida. Como disse o Neville de Almeida: foi como todos deveríamos ir, dormiu e não acordou. Sem dor. Sem expiação. Rápido. Discreto. Como viveu: uma estrela (do udigrudi) sem celebridade. Celebridade para uns &#8220;happy few&#8221;. É duro porque ele gostava de viver. Mas viveu. Não sei se chegou a completar o seu projeto literário, &#8220;Memórias de um hóspede&#8221;. É difícil dar a devida dimensão do que o Guará significou para toda uma geração. Quem poderia, cumulativamente, falar sobre isto, seriam Júlio Bressane, Neville de Almeida, Rogério Sganzerla, RafaelConde, Luiz Nazário e centenas de amigos que Guará deixou por aí (quando o Paul Mazurski chegou ao Rio para fazer o &#8220;Luar sobre Parador&#8221; veio com a indicação de um grande amigo: &#8220;Onde está o Guará? Quero ele para o meu filme&#8221;; o amigo era o Robert De Niro) pelo mundo afora. Mau humorado,impaciente com a mediocridade, cabeça criativa e excepcionalmente informada,sempre vivia galáxias à frente de nós, os &#8220;normais&#8221;. Todos de nossa geração,sobretudo daqui de Minas, ou do ciclo carioca/mineiro do udigrudi, temos muito a referenciar em Guaracy Rodrigues. Uma figura doce e pronto para apiada mais demolidora. Viveu o cinema o tempo que esteve aqui.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Poucos sabem mais do cinema do que ele sabia. Personagem constante de si mesmo, não conseguiu ser ator: era ele mesmo que representava a si próprio. Personagem único de um tempo. Não conheço ninguém que se aproxime de Guará. Mas influenciou a todos nós na visão da vida, na descontração que viveu sem um tostão no bolso. Quantos pratos de comida partilhamos na Spaghettilândia do Rio, quantos pousos comuns tivemos (o Edifício Belair, na Praia de Botafogo,o apto na Júlio de Castilhos, no Porto Seis do Rio, o &#8220;aparelho&#8221; da rua JoãoLira no Leblon &#8211; onde Neville escreveu, com ele e João Souza Leite, sobre uma idéia de Jorge Mautner, que também pousava frequentemente por lá,&#8221;Jardim de Guerra&#8221; e filmamos cenas de &#8220;A Vida Provisória&#8221; e Rogério Sganzerla ficava quando estava no Rio, escrevendo o roteiro de &#8220;Bandido&#8221; – a Colville Road, de Londres, a Elgin Crescent, casa do Júlio, em frente à vila<br />
do Gil, nosso ministro, &#8220;Night Cats&#8221; e &#8220;Crazy Love&#8221; de Neville e Júlio,respectivamente). Uma história que vivemos juntos define o que era esta figura fantástica: comprei em Londres uma Mercedes, 1958, usada, e dei de presente à minha mulher, então (Betty Autran, mãe de meus três filhos) que estava grávida de minha primeira filha, Jacyra. Andamos muito, naqueles meses, por Londres e Paris. Uma noite, estávamos sem pouso &#8211; e</p>
<p style="padding-left: 30px;">sem grana -em Paris e tentamos pernoitar em um hotel em Montparnasse, eu, Guará e Betty. O porteiro do hotel não permitiu que ele ficasse no apartamento conosco. De boa paz, Guará disse que dormiria dentro do nosso carro. De manhã, nos acordou dizendo que tinha passado uma noite gloriosa: dormira no banco de trás de uma Mercedes coberto por um casaco de peles (um casaco de peles comprado pela Betty num brechó de Portobello Road, ao lado de nossa casa). Depois, em nova temporada londrina, me deu de presente dois carros que tinha ganho de amigos, um Standard, antigo, de teto solar e um Bentley, hidramático, com a condição de eu colocá-los para funcionar, pois os carros ficavam estacionados em frente &#8220;a nossa casa, na Lancaster Road, esquina de Basing Street (lembremos do blues cantado pela Ella Fitzgerald: &#8220;Basing Street, is the street, where the best folks, in New Orleans&#8230;&#8221;). Não consegui fazê-los funcionar. Cara Rosário, acho que tenho que parar por aqui pois a emoção está chegando, morna, triste e angustiada. Briguei muito com ele. Guará não era mole. Mas amei esta figura. E, acredito, sempre tive dele uma generosidade e tolerância que não vi ele praticar com muita gente.<br />
Que a terra lhe seja leve. Como os lobos Guará, é uma figura em extinção.<br />
Não se fazem Guarás como antigamente.<br />
Um abraço<br />
Geraldo Veloso</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>“EU VIM AO MUNDO PRÁ CURTIR” </strong></span></p>
<p>Guará</p>
<p><em>Sem mais, do Rio de Janeiro, JORGE MOURÃO</em></p>
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		<title>Primeira FOLHA deste ano</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2006 14:59:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>k0k1man</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Folha de Trancoso]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta primeira FOLHA deste ano não posso deixar de registrar a fantástica entrevista do Sr. Presidente a um surpreendente sr. Bial, que até então um boneco apresentador de programas da emissora, deixou diversas vezes o mandatário sem graça. Mas deixou passar uma. Mais surpreendente ainda é que, passados 15 dias, nenhum jornalista tenha se manifestado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta primeira FOLHA deste ano não posso deixar de registrar a fantástica entrevista do Sr. Presidente a um surpreendente sr. Bial, que até então um boneco apresentador de programas da emissora, deixou diversas vezes o mandatário sem graça. Mas deixou passar uma. Mais surpreendente ainda é que, passados 15 dias, nenhum jornalista tenha se manifestado sobre a mais absurda resposta (entre tantas outras) do diretor geral da nação: <em>“Se eu sabia ou não (da corrupção) não é importante, o importante é que as medidas para apuração estão sendo tomadas”. Será que ninguém sabe que ele “saber”</em> é o mais importante???</p>
<p>Mais importantes que o circo do mandatário, são outras artes, que ele também desconhece, a saber: Em fase final o argumento do filme “<strong>BRAZILIAN CONNECTION</strong>”, baseado em fatos reais do submundo do tráfico internacional de drogas e da repressão política nos anos 70, relatados no livro homônimo de Jorge Mourão, que foi censurado, pasmem, quando lançado em 1990. Um manifesto assinado entre outros por John Lennon, Yoko Onno, Miles Davies, e Hélio Oiticica, contra a proibição da mostra de gravuras eróticas de Picasso no Brasil, foi uma das “razões” para a re-censura&#8230; O autor e o diretor Neville D´Almeida, consideram o poeta Tavinho Totalmente Demais Paes com  perfil para a elaboração conjunta do roteiro. Para o papel principal, as opções são Jean Rennó ou Robert De Niro.</p>
<p>Enquanto isso, Neville filma os desfiles da DASPU, aquela grife que fez as madames da DASLU ficarem putas. A passarela é a Praça Tiradentes, tradicional palco do bas-fond carioca.</p>
<p>Perto dali, na Lapa, de pedigree igualmente respeitável, o <strong>L.O.F.T </strong>, pioneiro da revitalização do bairro nos anos 70, aguarda a reintegração de posse aos agitadores culturais que ali se manifestaram. Sede dos <strong>ARCHIVOS IMPOSSIBLES</strong>, foi cenário de filmagens, exposições, desfiles de travestis, gritos de poesia, exibição de filmes, lançamento de livros, conspirações políticas e mais. Atualmente encontra-se abandonado após, incêndio criminoso e, como a saúde e as estradas, as autoridades não se definem quanto à competência, municipal, estadual ou federal para recuperar o espaço como ele merece. Para acelerar o processo, uma invasão cultural está sendo urdida.</p>
<p>Outra caravana em fase de pré-produção, desta vez para bem mais longe. No início do ano real, será lançada a pedra fundamental do C.O.N.A.C –Centro Oscar Niemeyer de Arte &amp; Cultura – nas INSTÂNCIAS DO ICATU, em Trancoso. Convidados para a expedição, os artistas Tunga, os Rocha Pitta, Cabelo, a poeta Laura Erber, o fotógrafo Wilton Montenegro, a geógrafa Julia Manso e mais.</p>
<p><em>do Rio de Janeiro, JORGE MOURÃO</em></p>
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		<title>A FOLHA completa 20 anos</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Dec 2005 15:15:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>k0k1man</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Folha de Trancoso]]></category>

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		<description><![CDATA[Como hoje é Natal e est´A FOLHA completa 20 anos, procurarei ser o mais light possível.  Desde já envio meus ardentes e ainda não descrentes votos de boas saídas deste 2005 politicamente desastroso  e melhores entradas em 2006.
Não falarei que o empadão Malocci e sua equipe, para garantirem o servil superávit, seguram os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como hoje é Natal e est´<span style="color: #008000;"><strong>A FOLHA completa 20 anos</strong></span>, procurarei ser o mais light possível.  Desde já envio meus ardentes e ainda não descrentes votos de boas saídas deste 2005 politicamente desastroso  e melhores entradas em 2006.</p>
<p>Não falarei que o empadão Malocci e sua equipe, para garantirem o servil superávit, seguram os recursos do orçamento por meses até que as previsões de arrecadação se confirmem. Este ano, deslumbrados com os elogios do FMI, exageraram na insensibilidade social. Até novembro só tinham executado 16,7% do total de 21,5 bilhões aprovados. Como explicar ao gentil povinho que o governo tem recursos e não aplica nas necessidades básicas? Como explicar a perversidade tecno-burocrática que se masturba com números abstratos e se deleita sadicamente em debates sobre as responsabilidades federais, estaduais e municipais? Quando não é a saúde, são as estradas. O que se observa é que os que sobraram da gang que subiu ao poder fazem de tudo para agradar ao peão-mor, não importando o grau de suas fanfarronices. O Luis Palhacio Pulha da Siva, como o nome diz, é um “artista”. Consegue embromar até “experientes” jornalistas como na sua implorada participação na Roda Viva da TVE. Aliás, os coleguinhas da Imprensa precisam parar de querer aparecer com perguntas “exclusivas e brilhantes” e praticar o nobre exercício da suíte. Se o sujeito não respondeu a contento a pergunta pertinente de um colega, a obrigação de quem quer informar é insistir na mesma. Mas os políticos sabem jogar muito melhor que a maioria dos jornalistas. E os fazem e, por extensão a nós, de palhaços, e continuam com suas palhaçadas dirigindo o circo&#8230; Quero deixar claro que a palavra “palhaço” é aqui usada em seu sentido mais pejorativo. Nada a ver com os bravos artistas que, sem aspas, transbordam sensibilidade e seriedade em seu metier.</p>
<p>Também não falarei que é preciso acabar com a noção espúria que se estabelece ao aproximar-se o verão, de que é necessário arrumar Porto Seguro para os turistas.  O que é preciso é cuidar da cidade para os MORADORES, que nela vivem o ano inteiro. A estrutura estando formada, os eventuais reforços setoriais na temporada se comporão organicamente. Diferente de uma maquiagem sazonal que não resiste a um sol mais forte.</p>
<p>Ainda não devo falar que mascarar surtos como o de dengue em Trancoso, com medo de os turistas se retraírem, é um dos mais hediondos crimes que se pode conceber. Funciona assim: recolhe-se material para a análise da “virose”; envia-se para Salvador, que não devolve resultados; se não há resultados, não há comprovação do surto; se não há comprovação, não se noticia e muito menos se trata. Ou seja, além do crime contra a população, que deve vir sempre em primeiro lugar, há potencialmente o crime contra o turista enganado. Agora eu pergunto: como é que os facínoras capazes de tal imundície olham para a cara dos filhos?</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>PRÁ NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES</strong></span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>*** </strong></span><strong>Keko Valenzuela</strong> &amp; <strong>Pedro</strong> mais uma vez nos brindaram com a <strong>Feira de Arte Galápago no Arraial</strong>.  Não contente em mostrar suas obras e abrir espaço para as mais variadas tendências, a dupla ainda pratica sua alquimia no espaço-obra, surpreendendo os que acham que já o conhecem. O sucesso absoluto traduziu-se no excesso de público da primeira noite. Felizmente havia muitas mais&#8230;</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>***</strong></span> Chama-se <strong>Idamar</strong> e comandou com graça e eficiência a degustação de acepipes e vinhos harmonizados pelo <em>chef</em> <strong>Vladimir</strong> no <strong>El Gordo</strong> em Trancoso.<br />
De entrada, lagostim comm mousse de alho-porró e espuma de wassabi, escoltado satisfatoriamente por um chardonnay. Mas o maigret que se seguiu ficou em vantagem com o cabernet sauvignon pleno de elegância e vigor que o acompanhou. Tanto, que cometi o pecado de continuar com ele e só beliscar a sobremesa, um merengue, pois que ao espumante proposto, faltava dimensão para suceder ao tinto. Uma bem-vinda experiência que deve se repetir.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>*** </strong></span><strong>Ari Sobral</strong>, o poeta do Arraial, em plena forma apresentando o samba para o carnaval da <strong>Bandeirosa</strong>.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>***</strong></span> Exclusividade de Ajuda City: o especialista em auto-elétrica chama-se <strong>Zé Bombom</strong>, é um doce de pessoa e seus preços também não são salgados. Atende pelo telefone 8823 2519.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>***</strong></span> O capitão <strong>Gilson Marinho</strong>, mercê de sua competência, acumula cargos de confiança. Além da Superintendência do Trânsito Urbano, é responsável pelo Conselho Municipal de Defesa Civil. O capitão se desdobra. E o resto?</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>***</strong></span> Por falar em Conselho, foi criado em Ajuda City o de Segurança Pública. <strong>Gilson Pinheiro</strong>, foi eleito presidente mesmo ausente e agora se esforça para integrar as ações da Polícia Civil e Militar. As duas sofrem de históricas deficiências de recursos. O delegado <strong>Raimundo Nonato de Figueiredo</strong> instalou programas modernos de informatização, mas tem que dividir instalações precárias com serviços de assistência social. A sede do pelotão comandado pelo tenente <strong>Ceita</strong> é igualmente insatisfatória. O reforço dos efetivos para a Operação Verão, ficam assim comprometidos.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>*** </strong></span>Louvável a criação da secretaria do <strong>Litoral Sul</strong>. A mesma equipe que vem trabalhando com afinco no Arraial, deve estender seus esforços a Trancoso &#8211; onde a atual “administração”, por excesso de zelo, tornou-se tão transparente que ninguém a percebe &#8211; e Caraíva. A lei começa a vigora em janeiro, mas numa demonstração de agilidade, foram tomadas providências imediatas contra o surto de dengue em Trancoso, apesar da resistência da secretaria estadual de saúde, que alegava não haver casos confirmados&#8230; Ponto para o dr. Eudes, secretário municipal.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>***</strong></span> Mais apreciável ainda, o projeto de lei que limita a concessão de licenças para somente os táxis  do litoral norte. Já são quase 300. Em Ajuda City e Trancoso, mais de 100. A fazer valer esta iniciativa, a Câmara estará emancipando, ipso facto, o litoral sul, pois ao que consta, esta vetusta casa legislativa é <strong>municipal</strong>.</p>
<p><em>de Trancoso, JORGE MOURÃO</em></p>
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		<title>CPI da Petrobrás</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2005 14:15:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>k0k1man</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Folha de Trancoso]]></category>

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		<description><![CDATA[Como alertado na edição de 10 de setembro, finalmente alguns políticos acordam para a necessidade de uma CPI da Petrobrás. Os dinheiros envolvidos fazem os 50 milhinhos do valerio-valenada parecerem mensalinhos.
“Para os que acham que a Imprensa está fazendo formidável trabalho investigativo na cobertura das CPI: aguardem quando e se for feita apuração das negociatas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;">Como alertado na edição de 10 de setembro, finalmente alguns políticos acordam para a necessidade de uma <strong>CPI da Petrobrás</strong>. Os dinheiros envolvidos fazem os 50 milhinhos do valerio-valenada parecerem mensalinhos.</span></p>
<p>“Para os que acham que a Imprensa está fazendo formidável trabalho investigativo na cobertura das CPI: aguardem quando e se for feita apuração das negociatas na Petrobrás. Farão os milhõesinhos valerianos parecerem cultura de Severinho. Um exemplo: sob a desculpa de gerar emprego na pátria amada, duas plataformas off-shore, que se fossem feitas em Singapura custariam  500 milhões cada, quando ficarem prontas no gigantesco canteiro de obras da Pavuna, RJ, sairão por  1,3 bilhões cada. Uma pequena diferença de 1,6 bilhões. E aí o leitor perguntará: para onde foi a diferença? Certamente não para a mão de obra tupiniquim..”<br />
(FT-10.09.2005)</p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Será que a CPI emplaca?</span></strong></p>
<p>Reportagem d&#8217;A Folha de São Paulo repercute o aumento do viés pornográfico no comportamento de estudantes e donas de casa. Os exageros machofóbicos das bruacas feminóides e a consequente retração do mercado testosteronal levam distintas vaginas de diversas idades a exporem seus predicados para tentarem animar os sujeitos.</p>
<p>Já est&#8217;A FOLHA registra um corolário: alguns usadores de calça,  avelhantados, na impossibilidade de corresponder aos anseios da poderosa essência feminina, apelam para o alcóol rútilo, aquele que faz o olhar, prosáico remanescente em meio aos distúrbios de ereção, penetrar impertinentemente nos meandros das formas próximas. Estabelecem horários de aparência comportada e praticam em família.</p>
<p>E Angola, hein? Inconformados por não serem brasileiros, parte destes africanos resolvem nos imitar no que temos de pior: esgotos de valeriodutos e traficância de obscura cocaína.</p>
<p>O super-8, formato jurássico precursor das mini-cameras de vídeo, é cultuado em meios especialistas. Recentemente realizou-se em Metz, cidade universitária da França, no contexto do &#8220;Eté Brésilien&#8221;,  seleta mostra da produção brasileira, organizada pelo professor Rubens Machado, da USP.</p>
<p>Em Trancoso, a falta de administração faz com que parte dos moradores pensem em importar a equipe do Arraial. As reclamações quanto a poluições comportamentais, caem no vazio. As mais recentes: Bar instalado nas cercanias do Icatu, bairro estritamente residencial, inferniza os moradores. Ônibus estacionados no triângulo (para quem não sabe, não existe quadrado, em Trancoso &#8211; uma deturpação da nomenclatura apropriada que é gramado &#8211; mas triângulo, sim, logo na saída da ladeira), deixam os motores ligados, atentando contra a saúde dos vizinhos. Os trogloditas insensíveis não sabem, mas barulho dói.</p>
<p>Espera-se que a prefeitura faça valer o competente Plano Diretor coordenado pelo urbanista Luis Pereira, promovendo fiscalização rigorosa para coibir impropriedades.<br />
Revelação de radialista! O ex-prefeito Ubaldino Jr., que como todos da família Pinto sempre gozou de extraordinário poder de comunicação e carisma, é o nosso mais recente colega jornalista, não precisando fazer cursos especializados para tal. Investe estas e outras qualidades na “imprensa falada”, capitaneando o “Programa Livre” transmitido pela Porto-FM em horário nobre, com grande audiência.</p>
<p>E não se esqueçam: equação é qualquer igualdade que só é satisfeita para alguns valores de seus domínios.</p>
<p><em>do Rio de Janeiro, JORGE MOURÃO</em></p>
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